Deixando ir…

liberdade

Eu queria ler mais, então comprei muitos livros.
Eu queria assistir mais filmes, então aumentei meu número de DVDs.
Eu queria escrever mais, então passei a ter muitos cadernos.
Eu queria conhecer muitos lugares, então me tornei colecionadora de cartões postais.
Eu queria me vestir melhor, então mantive meu guarda-roupa cheio de peças.
Eu queria ter amigos, então procurei conhecer muita gente nova.
Eu queria ter mais tempo, então tentei organizar horários em agendas.
Eu queria viver intensamente, então revivi as lembranças do passado e sonhei com o futuro.

Durante muito tempo, minha vida funcionou assim. E não é surpresa constatar que quase nada do que eu queria virou realidade. Em vez disso, olho ao meu redor e vejo um excesso de coisas materiais, que tentaram em vão preencher os meus dias. Todos esses objetos me deram a ilusão de estar conseguindo aquilo que eu desejava, mas em pouco tempo, já entulhados e sem utilidade, só serviam de lembretes para o meu fracasso, pois se tornaram o reflexo daquilo que eu não consegui ser. Sensação parecida tive com os meus desejos que não eram palpáveis, já que tentei conquista-los usando medidas erradas, me concentrando naquilo que não era o mais importante, e até ficando cega para o que eu já tinha e não valorizava.

Felizmente, não é tarde demais para mudar. Há alguns meses conheci a história de pessoas que viveram situações parecidas com a minha e conseguiram fazer mudanças muito positivas em suas vidas. Elas passaram a ter uma vida mais plena colocando em prática o que chamam de minimalismo. Entre muitas coisas, estou aprendendo com este estilo de vida que menos é mais (e  muito melhor); que livrando nossas vidas dos excessos, abrimos espaço para o que nos faz realmente feliz; e que deixar ir não é só um processo de saídas, mas de escolher o que vale a pena ficar.

Tenho um longo percurso pela frente, mas a cada pequeno passo, sinto que estou no caminho certo. Não posso dizer que é fácil, mas têm sido libertador. Como forma de registrar este aprendizado, fazer reflexões e, quem sabe, inspirar outras pessoas, resolvi criar este blog. E de certa forma, estou finalmente realizando algo que quis tanto pra mim: escrever mais (e sem precisar de nenhum caderno).

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