Quem tem medo de usar o botão delete?

 

pendrive

Lembro-me dos 3GB de espaço de um dos meus primeiros computadores e fico um pouco espantada ao me dar conta de que ali cabia tudo que eu precisava. Era a época também dos disquetes e neles eu conseguia transportar meus arquivos em um espaço de poucos MB. Quando tive minha primeira leitora/gravadora de CD,  aqueles 650/700MB de espaço livre pareciam um mundo para tudo que eu quisesse guardar. Mas logo os CDs ficaram pequenos demais, então chegaram os DVDs. Os impressionantes 4,7GB também logo se tornaram insuficientes, então vieram os pen-drives, os HD externos e agora os armazenamentos na nuvem… Parece que nem o céu é o limite para tantos arquivos.

É claro que a tecnologia mudou, o que exigiu, entre outras coisas, um aumento de espaço em disco para armazenamento de arquivos mais “pesados”.  Mas por outro lado, nunca tivemos tantos arquivos desnecessários em um HD. Com tanta facilidade para fazer downloads, viramos colecionadores de arquivos que, sejamos sinceros, muitas vezes nem abrimos.

Meu computador possui espaço de 250GB e tenho um HD externo de 500GB. Há alguns meses, quando percebi que estava ficando sem espaço livre, pensei em comprar um HD externo com capacidade maior. Porém resisti ao impulso e admiti que precisava mesmo era de uma boa limpeza digital. Passado um tempo, cheguei a conclusão de que consegui apenas eliminar o superficial.

Então me propus um desafio maior: guardar todos os meus arquivos mais importantes no meu pen-drive de 8GB.  Não só para recuperá-los caso um dia aconteça algo com meu computador ou HD externo, mas como um exercício de seleção, quase um garimpo. Preciso chegar ao que é realmente precioso, àquilo que é digno do espaço que ocupará neste pequeno disco portátil (e também na minha vida). Feito isso, será muito mais fácil me desapegar do que ficar de fora. Ao menos assim espero…