Começar com pouco

Quando começamos a criar um novo hábito, normalmente estamos cheios de motivação e energia, o que pode ajudar bastante a dar os primeiros passos. O grande problema é começar em um ritmo acelerado demais e depois não conseguir mantê-lo, principalmente quando aquela empolgação inicial começa a diminuir. E como o hábito se faz pela constância e não pela quantidade, todo o esforço acaba sendo em vão.

O menor passo que você pode dar é o melhor jeito de começar.

(Leo Babauta)

Por isso, um dos conselhos mais importantes do livro Zen Habits, de Leo Babauta, é começar com pouco. Ele compara a nossa mente a uma criança pequena, The Childish Mind, que sempre usa todas as desculpas para ficar longe do desconforto. Se eu desejo criar o hábito de escrever e me proponho a começar com meia hora por dia, terei que enfrentar uma luta diária com essa minha mente infantil, que tentará me convencer a fazer qualquer coisa, menos escrever.

Mas há uma forma de dribla-la: basta fazer a nossa tarefa diária ser ridiculamente fácil de se realizar, assim, dificilmente cairemos na tentação de procrastinar. Em vez de 30 minutos, comece com apenas 2, por exemplo, assim não haverá desculpa, e as chances de manter o hábito ao longo dos dias serão bem maiores.

É importante também respeitar os seus limites e saber a hora certa de aumentar a “dosagem” diária. Naturalmente, com o tempo, você se sentirá confortável para escrever muito mais do que 2 minutos, mas aumente também aos poucos, afinal não queremos irritar facilmente a nossa Childish Mind. Aprender a observar a nossa mente nesses momentos mais infantis será também parte essencial dessa nova rotina.

Então, pergunta o autor, qual o menor passo que você pode dar para começar?


ESTE POST FAZ PARTE DE UMA SÉRIE SOBRE O LIVRO ZEN HABITS, DE LEO BABAUTA.
ILUSTRAÇÃO DE ANGELA VANDENBOGAARD, VIA SITE

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Uma mudança de cada vez

Escrever...

Uma mudança, para ser definitiva, exige dedicação, energia, motivação. E temos porções limitadas desses recursos na nossa vida diária. Logo, para termos mais chances de sucesso, devemos nos focar em uma mudança de cada vez, concentrando todos os nossos esforços para que ela realmente se concretize.

Se desejamos muitas coisas ao mesmo tempo, Leo Babauta compara esta situação a um pequeno quarto lotado de objetos: dentro dele, não sabemos a que dedicar a nossa atenção e não há real espaço para nada. Agora se temos um quarto com apenas um objeto, uma escrivaninha, por exemplo, será fácil dedicar nossa total atenção ao ato de escrever.

As longas listas de ano novo raramente viram realidade, em parte por serem longas. Começamos o ano com nosso pequeno quarto cheio, não apenas de boas intenções. Mal chega fevereiro e o mais provável é que, saturados, já tenhamos colocado todos esses objetos longe da visão, em um caixa com a etiqueta “Um dia…”. Mas se você se rege pelo calendário, boa notícia: o ano está apenas começando. Muito ainda pode ser feito em 2015, desde que você se concentre em uma mudança de cada vez.

O que escolher primeiro, segundo o autor, não importa muito. Apenas comece! Afinal, se tiver paciência, com o tempo você conseguirá alcançar todas as mudanças que deseja. Mas, como eu não consigo fazer uma escolha aleatória, resolvi seguir outra dica dada por ele no livro The power of less (Quanto menos, melhor): escolha aquilo que trará mais impacto à sua vida neste momento.

Se ainda houver resistência quanto à regrinha de escolher apenas UMA coisa, pense nas mudanças que você desejou fazer nos últimos anos e analise quais você conseguiu e mantém até hoje. Se foram poucas ou nenhuma, acredito que terminar 2015 com UMA mudança, já será um grande avanço!


Este post faz parte de uma série sobre o livro Zen Habits, de Leo Babauta.

Dominando a arte da mudança

Zen Habits Book

A quantidade de coisas que desejamos melhorar em nossas vidas pode ser apontada rapidamente em uma longa lista. E no meio de tantas coisas a mudar, o maior desafio é encontrar tranquilidade e disciplina para realmente conseguir alcançar algo.

Leo Babauta, em seu novo livro, Zen Habits: Mastering the Art of Change, dá valiosas sugestões para que nossas chances de sucesso sejam maiores. Selecionei algumas delas, que talvez não sejam novidade para muitos, mas se tornam poderosas quando seguidas em conjunto e gradativamente:

  1. Focar-se em apenas uma mudança de cada vez;
  2. Começar de forma ridiculamente fácil, assim será muito difícil falhar;
  3. Aproveitar algo que você já faz diariamente como gatilho para o seu novo hábito;
  4. Comprometer-se a cumpri-lo todos os dias, tendo em mente os benefícios que ele trará para você e para as pessoas importantes na sua vida;
  5. Encontrar um parceiro de hábito ou de contabilidade;
  6. Estabelecer recompensas e também algumas consequências negativas, caso não o cumpra;
  7. Transformar o próprio hábito na recompensa;
  8. Ser curioso sobre a realidade do hábito e apreciá-la, estar presente;
  9. Fazer uma revisão semanal, refletindo sobre os seus altos e baixos;
  10. Ver as dificuldades e erros como oportunidade de aperfeiçoar a sua prática, não de desistir;
  11. Não focar nos resultados, mas na intenção, no processo;
  12. Não deixar de cumprir o hábito por 2 dias seguidos;

O conteúdo do livro vai muito além. Cada dica vem acompanhada de exemplos, reflexões e até metáforas. A estrutura é bem didática, e ao final de cada capítulo, há uma pequena missão para o dia. Assim, nada fica apenas no campo da teoria, você já começa a ler o livro praticando. E, aos poucos, vai criando as bases que sustentarão o seu novo hábito.

Estou escrevendo um pouco mais sobre os pontos listados acima, não só para me ajudar a compreender melhor cada um deles, mas para compartilhar um pouco deste trabalho tão rico e necessário. Após anos de tentativas frustradas de mudar algo na minha rotina, com a ajuda do livro, já estou observando alguns avanços. Este post é resultado disso, pois o hábito escolhido por mim foi o de escrever. Porém, só à longo prazo poderei dizer se realmente foi algo duradouro.

P.S.: Tenho também uma relação especial com este livro. Ele foi produzido de forma independente, através de uma campanha no Kickstarter. Foi a primeira vez que contribuí e fiquei super feliz com resultado.